Marcadores

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

CERRADO: O BIOMA CAMARADA

Embora o Cerrado não tenha, na visão dos formadores de opinião o prestígio da Floresta Amazônica, a sua configuração e os recursos naturais existentes no bioma colaboram para que a sociedade viabilize seu aproveitamento econômico sem desmatamento.
O fácil acesso ao Cerrado, permite ao homem comodidade para percorre-lo e estudá-lo. Não é espinhento e seco como a Caatinga e, diferentemente  de quando andamos na Floresta Amazônica, no Cerrado estamos sempre vendo o céu e o horizonte.
Há trechos da Floresta Amazônica em que se percorre  dezenas de quilômetros sem encontrar água e fauna, um deserto verde, em que a luz solar nunca chega ao solo. É uma caminhada fantasmagórica. Já no Cerrado, uma caminhada é paradisíaca, e na certeza, veremos animais e muitas flores, saborearemos vários frutos e nadaremos em algum riacho.
A rede fluvial do Cerrado é numerosa e bem distribuída, onde deparamos com cursos d"água perenes sem muita dificuldade. Coitados dos outros biomas nesse item. Todas grandes Bacias Hidrográfica brasileiras têm contribuição de nascentes do Cerrado. Apropriadamente, o Cerrado foi denominado o Berço das Águas.
 Lippia lacunosa- local: Arboreto da UnB 613 norte
 Não identificada - Local: Ponte Alta Gama - DF
Não identificada - local: Arboreto da UnB 613 norte

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

FOGO NO CERRADO

Fico indignado quando ainda no calor do trabalho em apagar um incêndio no Cerrado,  Bombeiros recomendam à população  medidas, como se  a orientação tenha algum resultado positivo, para se reduzir os riscos potenciais ao incêndio da vegetação. Esperar sucesso em uma campanha que dependa da boa educação de todos entre milhares é no mínimo uma insensatez. Será possível que ninguém  jogue uma bagana de cigarro no mato?  Anular a pironomia, um impulso primitivo e doentio,  muito presente entre o povo? Revolta-me ainda quando a autoridade diz que vai haver perícia para desvendar se o incêndio foi criminoso. Tem-se notícias de alguém processado por colocar fogo no mato? Tudo enrolação. Constata-se, a olhos vistos, que  a conservação do Cerrado por órgãos estatais se mostra inviável. 
No DF a situação do nosso patrimônio florístico é deveras calamitosa, principalmente, devido aos incêndios florestais em áreas raleadas de vegetação ou invadidas por capins exóticos. Vamos a um exemplo: o fogo em locais de cerrado stricto sensu preservada e sem capins exóticos invasores,  os prejuízos à vegetação pode ser considerado nulo. Haverá continuidade da sucessão  e até algumas plantas só alcançam seu pleno desenvolvimento após um incêndio. Saliento também que nessas áreas conservadas os incêndios são menores em termos de produção de calor e os intervalos entre um e outro são maiores.  
Já nos sítios invadidos pelos capins exóticos, a alta temperatura desses incêndios é insuportável aos indivíduos novos, prejudicando a sucessão, e também mata espécimes adultos, desbastando o local. bem como é reduzido o intervalos entre incêndios, que passa a ser anual.
No próximo post, modestamente, darei algumas sugestões à preservação do Cerrado.

Abaixo imagens de 13/08/2015 Arboreto da UnB/613 norte


sábado, 19 de setembro de 2015

DESMATAMENTO ZERO

Leio na coluna de Marcelo Leite (Folha de São Paulo, 14.09.2015) que um conjunto de ONGs de credibilidade reconhecida, encaminham, neste mês de setembro, sugestões ao governo federal que visam o desmatamento zero em todo Brasil durante dez anos. Advertem ao governo das consequências nefastas causadas pelo desmatamento, principalmente as alterações climáticas. Temperaturas extremas, secas e chuvas torrenciais, inviabilizarão, economicamente, em futuro próximo, a produção de importantes commodities da agropecuária. 
Os ambientalistas querem leis mais duras e abrangentes, porém não é por falta de leis que a degradação de nossos biomas é um problema inexorável, e sim, não cumpri-las. Vejamos o exemplo do DF, uma área relativamente pequena, em que a estrutura governamental, tanto em termos de pessoal quanto financeiro é razoável e não se consegue bons resultados, haja visto invasões para moradias em locais de preservação ambiental, rios podres e a degradação do Cerrado como todo. Já em nível nacional a situação é ainda mais caótica: pouca fiscalização e ainda agravada pela corrupção instalada em todos níveis da administração.
Não há outra saída. Temos que encontrar soluções plausíveis. É exitoso municipalizar o debate às prioridades das questões ambientais. Trazer à política municipal e focar com a devida importância esses problemas. Atualmente vejo cidades em que grande parte de sua decadência é resultado da degradação ambiental e apenas candidatos a prefeito sem chances de serem eleito abraçam o tema como de grande valor. Aos políticos que terão como plataforma principal o meio ambiente recomenda-se estudar o assunto com profundidade visando credibilidade às suas propostas e  não se apresentar, perante ao eleitor, com um discurso de candidato piegas ou exótico.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

NASCENTE IBIRACI

A nascente Ibiraci é localizada na área verde frontal às SQNs 216 e 416, junto á DF-04, próxima a duas outras nascentes restauradas naturalmente. Há mais ou menos cinco anos foi iniciada plantação de árvores no local, antes ocupada por grama, ao que indica com incentivo do programa "Adote uma Nascente" lançado pelo GDF através de seus órgãos que cuidam do meio ambiente. O reflorestamento feito com rica variedade de espécies e indicadas ao tipo de solo, porém, entendo, com espaçamento muito curto entre as mudas.
Obviamente uma iniciativa louvável, no entanto, tal como acontece na maioria desses empreendimentos, os cuidados de manutenção são falhos. A área foi invadida por capins e na estação seca fica vulnerável ao fogo.  O que torna todo trabalho e investimentos inúteis.
Abaixo a nascente em imagens históricas do Google Maps:
 agosto 2011
Incêndio setembro 2014 
 Julho 2015

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

CUIDE DO MEIO AMBIENTE DA TUA ALDEIA E ZELARÁS O MUNDO*

* inspirado na frase de Leon Tolstói: "cante tua aldeia e serás universal".

Não há dúvidas, certos "intelectuais", visto a derrocada das economias socialistas, ficaram sem condições de atacar o capitalismo tendo a teoria marxista como contraponto. Venderam tantos livros, ganharam bom dinheiro em concorridos seminários e palestras em que europeus charmosos e bonitões faziam grande sucesso no mundo acadêmico da América Latina como grandes pensadores esquerdistas. O vexame é maior ao saber que eles não tinham nenhum prestígio em seus países de origem. Eram apenas finos malandros. Infelizmente esses pseudointelectuais se adaptaram, e continuam a demonizar o capitalismo e as nações ricas, agora, dizem eles, em defesa do Meio Ambiente.
Obviamente, o agronegócio causa  impactos negativos ao meio ambiente. No momento penso, com preocupação, na nova fronteira agrícola situada nos ricos ecótonos Cerrado/Floresta Amazônica e Cerrado/Caatinga no Maranhão e Piaui. Todo cuidado é pouco: os gaúchos são terríveis! Mas culpar o capitalismo e as grandes potências  não nos levará a nenhum resultado positivo prático. Ao contrário, precisamos urgentemente de dinheiro e das grandes potências, para se obter investimentos e tecnologias á conservação do nossas riqueza naturais. Não tenho dúvidas, o lucro é imprescindível ao sucesso da sustentabilidade ambiental. Ao menos no Brasil, o Estado está se mostrando incapaz de  resolver as graves questões ambientais que nos aflige.
Agora vamos ao tema do título do post: deixemos em segundo plano o aquecimento global e as questões da degradação ambiental em nível nacional e vamos priorizar apenas as Reservas Ambientais do DF. Essas reservas estão sendo atacadas, principalmente, por invasões de espécies exóticas e incêndios florestais. O fogo faz parte do clímax, no estágio atual do Cerrado, porém as invasões de capins exóticos, especialmente o braquiária, potencializam malignamente os incêndios. A tragédia é desencadeada pelo o aumento da massa de combustão e a redução do tempo de intervalo entre os incêndios. Vamos combater diretamente esses invasores, pois o trabalho dos Bombeiros de apagar incêndios no cerrado é inútil do ponto de vista ambiental. Se acaso houver, em terreno invadido por braquiária, um intervalo maior entre um incêndio e outro, o mal causado pelo fogo também é maior. A única solução que enxergo é a privatização de tais reservas com atividades lucrativas paralelas á conservação.
 Imagens da quaresmeira em mata secundária antes do surgimento da leucena no Cerrado

Pau-pombo, quaresmeira e outras espécies pioneiras  em capoeira úmidas onde nasciam antes do aparecimento da leucena 
mata de leucena na 213 norte 

Cerrado invadido por braquiária com árvores mortas em incêndios anteriores 

sábado, 5 de setembro de 2015

O PT ESTÁ TONTO E TUDO INDICA VAI A NOCAUTE

O lançamento da Frente Brasil Popular em BH hoje com participação de sindicatos e movimentos sociais prega o apoio  ao governo e no entanto é contra a sua  política econômica, ao que parece, mesmo recomendado por Lula e a presença do Rui Falcão,  arregimentou poucas pessoas. Esse pessoal do PT está no mundo da lua.  Abaixo, a imagem da reunião.

Reprodução imagem G1

GARGALHEIRAS( QUE AÇUDE LINDO!) E RIO PIRANHAS EM BARRA DE SANTANA FEV./2012

Gargalheiras
Gargalheiras
Gargalheira
Gargalheiras
rio Piranhas
Passagem molhada rio Piranhas
Rio Piranhas

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

MEIO AMBIENTE E A BUROCRACIA ESTATAL

Quando acontece uma reclamação em que uma obra foi mal executada e que depois de pronta apresenta defeitos, uma autoridade sempre vem a público dizer que vai exigir do fornecedor do serviço os reparos sem custos ao erário. Pura cascata. Não sei se alguns inocentes acreditam, porém essa resposta virou norma da burocracia. Por qual razão não notaram defeitos no ato entrega do serviço?
As resposta dos implicados na corrupção da Petrobrás quando questionados em CPIs parecem abnegados patriotas que queriam apenas o bem empresa. Exercitam uma hipocrisia enganadora de maneira perfeita.
É assim também as declarações da burocracia que cuida do Meio Ambiente sobre suas ações: Diz que a intervenção estatal impedirá a degradação e coisa e tal. Puro cinismo. Ninguém mais que eles sabem que o estado tem se mostrado, e piorado continuadamente, incapaz de cuidar a contento das Reservas Ambientais do DF. Reafirmo a minha preocupação com restauração ambiental, que se faz necessária, com a área da orla do Lago Paranoá nua pela derrubada das construções e da flora. Um mau exemplo é o parque situado na entre quadra 212/213 norte que foi invadido pela leucena. A perturbação ambiental  que facilitou a entrada virulenta da leucena nesse parque se assemelha a esta que atinge a orla do Lago atualmente. Abaixo imagens do Google Earth de antes e depois da invasão da leucena. (O dossel fechado em 2012 e 2015 é de uma mata pura de leucena). E não nos enganemos a área era mais equilibrada ambientalmente em 2005.
 Imagem 2005
 Imagem 2008
 Imagem 2012
Imagem 2015

MEU CUNHADO EVERLIN

Sobre meu cunhado Everlin sei de muitas histórias que demonstram seu alto grau de altruísmo e bom senso.  Especialmente, dois acontecimentos em que ele foi protagonista me emocionam: o primeiro fato decorreu quando a sua irmã Edna, então com seis anos de idade, adquiriu o tétano e em vista da emergência ele foi chamado às pressas à casa dos pais. Mesmo com  tratamento aplicado corretamente pelo competente Dr. Gerson, o caso evoluía para o agravamento. Quando, com as contrações musculares, o corpo de Edna ficou em forma de arco, apresentando o penúltimo sintoma da doença antes do óbito, Dr. Gerson informou à família tal estágio da doença. Devido as muitas perfurações por agulhas para injeção,  o sofrimento de Edna era fortemente doloroso para ela e à família. E após o anúncio da má notícia, a mãe, D. Mariana, desesperada, questionou: se ela vai morrer porque continuar esse tratamento tão aterrorizador? Everlin interviu e disse para continuar os procedimentos, se o caso, até Edna morrer. A garota reagiu positivamente e sobreviveu e hoje é uma famosa psicóloga.  O segundo caso aconteceu quando seu filho Erilço sofreu um acidente de trânsito e levado ao hospital, Everlin percebeu a demora do atendimento e exigiu, com a devida urgência que o caso merecia,  procedimentos médicos para controlar hemorragias internas. Foi consenso da equipe de cirurgiões que se houvesse à intervenção demora de poucos minutos a mais, o paciente morreria. Mais uma vez, o comportamento assertivo de Everlin salvou uma vida e para coroamento, hoje, Erilço é um bem conceituado médico, herdeiro de práticas das boas ações do pai.       

Arco do tétano

domingo, 30 de agosto de 2015

DERRUBADA DE CONSTRUÇÕES ILEGAIS NA ORLA DO LAGO PARANOÁ

A remoção de construções ilegais na orla do Lago Paranoá em Brasilia  é visto com simpatia pela maioria da população. O ponto de partida  exigindo a derrubada foi uma decisão judicial , porém, o apoio do povo empoderou o governo para uma ação que há muito tempo esteve em pauta, mas nunca realizada.
Antes do início dessa operação, o governo era acusado de perseguir apenas as construções ilegais de gente pobre. Com a ação no Lago esse paradigma foi quebrado e o governo ganha musculatura política e maior legitimidade ao combate às construções ilegais, praga de difícil debelação, que atinge todo DF.
Visto pela argumentação acima escrita, a ação foi positiva em todos sentidos, porém não nos enganemos, a questão da degradação ambiental nos locais da remoção, que certamente ocorrerá, será grave. O governo, no meu entendimento, não reúne condições de recuperar e manter ambientalmente essas áreas corretamente. A sujeira vai imperar. A invasão de espécies vegetais exóticas prosperarão, principalmente da perigosa leucena.
Ao meu ver, a única solução plausível é permitir estabelecimentos comerciais, compatíveis ao local, nos atuais lotes residenciais da beira do Lago Paranoá. Essa transformação trará empregos, investimentos, conservação ambiental e segurança. Vamos ao debate.





Campinas-SP leucenas tomam conta das margens da Avenida Orosimbo Maia, perto da Norte-Sul (Foto: Augusto de Paiva/AAN

terça-feira, 25 de agosto de 2015

A SURPREENDENTE RESISTÊNCIA DA FLORA DO CERRADO 2

Fotos de uma espécie de uma  Bignoniaceae de nome que desconheço e um pé de araçá-cinzento ao meio do capim braquiária e mais espécies brotadas após incêndio.

Bignoniaceae
Bignoniaceae

ARAÇÁ-CINZENTO
CATUABA
CATUABA



segunda-feira, 24 de agosto de 2015

A SURPREENDENTE RESISTÊNCIA DA FLORA DO CERRADO 1

Fotos de minha autoria feitas em outubro de 2012, um mês após um incêndio no Arboreto da UnB, quadra 615 norte. Estas fotos mostram o rápido brotamento  de espécies herbáceas  a partir dos xilopódios*.

*: tubérculo lenhoso e gemífero de certos vegetais. No Cerrado os xilopódio mostram com clareza  sua fenomenal funcionalidade após uma queimada.













VIA DAS FLORES BRANCAS, (CAGAITEIRAS E PEQUIZEIROS) ANTIGA HI-104 SUL (QI 27 A DF-001)

Com o avanço da degradação paulatina das áreas de Cerrado do DF faz-se urgente pensar em medidas efetivas à sua conservação, restauração e reflorestamento. As práticas de manejo aplicadas pelo poder público à defesa das Reservas Ambientais necessitam de mudanças drásticas. 
Darei o exemplo do Parque 212/213 norte, implantado recentemente: Esse parque foi bem cercado com alambrado de boa qualidade, porém a cerca não valeu de nada, porque mais da metade da área foi invadida pela perigosa leucena,  formando uma mata pura e volumosa da árvore, onde nenhuma outra espécie nasce ou evolue. Outra reclamação minha é o fechamento do parque ao público e eu quero frequentá-lo como sempre fiz. "A presença do povo dentro das Reservas Ambientais é garantia á conservação das mesmas". As margens do córrego que corta o parque, formado em uma vossoroca estabilizada, é muito interessante pela fauna e flora, notadamente aves. Temos urgência em exterminar as leucenas, pois elas são inúteis no local. 
Aproveitando o momento da polêmica em que a via que corta o Parque Bernardo Sayão foi fechada pela justiça, sugiro a ornamentação da citada estrada, em toda sua extensão, com plantação de uma fileira de cagaiteiras em uma margem e na outra  uma carreira de pequizeiros, bem como o acessos ao Parque, a partir da via, para estacionamentos, dariam melhores condições de conforto ao público frequentador. 

terça-feira, 18 de agosto de 2015

INTERDIÇÃO DE PISTA NO LAGO SUL REVOLTA MORADORES

É louvável a preocupação do MP com a questão ambiental, porém, ao que parece, a justiça é mais atuante quando causa reclamações, usando a máxima que agir bem é contrariar interesses. O impacto ambiental desse atalho sobre o Parque Bernardo Sayão inexiste ou é mínimo e o processo pode tramitar sem precisar fechar a pista. Se alguém deve ser punido, que seja o GDF e nunca a população.
O grande impacto ambiental às reservas ambientais do DF é principalmente a invasão de capins exóticos ao Cerrado. Sugiro que  o MP exija que o governo do DF combata esses capins. Isso sim é importante!




G. Nunes/2013:  Cerrado invadido por capim braquiária depois de um incêndio


G. Nunes/2013:   A mesma área antes do incêndio

http://geraldonunes1.blogspot.com.br/2015/07/cerrado-do-df-plano-piloto.html

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

ASSIMILAÇÃO DE GOLPES POR DILMA

Dilma diz que foi presa, humilhada e torturada pela ditadura militar e que essa pancadaria na rua que toma atualmente é fichinha e lhe afeta muito pouco, que no boxe poderia ser comparada Rocky Balboa. No entanto em questão de assimilação de golpes, acho que ela se assemelha ao Maguila. O tempo vai confirmar.
abaixo o link da surra que George Foreman deu no Maguila.


https://www.youtube.com/watch?v=Db_Epg45tr0

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

JOSÉ DIRCEU NÃO É DINHEIRISTA"

Eu acredito, a afirmativa de Roberto Podval é verdadeira; "o Dep. Bolsonaro é comunista" também o é.

AVES DO BRASIL: AS MAIS BONITAS MANOBRAS AÉREAS - TOP FIVE

5º - Siriri: partindo do poleiro capturam insetos em acrobáticas manobras aéreas e atacam outras espécies apenas em voo.
4º - Caminheiro-zumbidor: sobe em um zigue-zague vertical até onde nossa vista não alcança e desce espetacularmente em um mergulho ondulado com asas abertas e um belo e dobrado trinado.
3º - Gavião-peneira: além das elegantes peneiradas , o voo tem sempre o céu como cenário.
2º - Asa-branca: o que mais encanta o observador é o elegante pouso quando a ave chega aos poleiros ao anoitecer e as manobras cinematográficas em que bandos imprimem impressionante velocidade entre as árvores, imitando aviões tipo caça voando entre prédios. 
1º - Maria-branca: Assim como asa-branca faz manobras entre árvores ainda mais rápidas, com leveza  e elegância maravilhosa.
 hors concours: beija-flores.

i

sábado, 8 de agosto de 2015

AINDA O JAMELÃO

Em post anterior dei prioridade aos atributos negativos do jamelão, poderia ter escrito mais sobre suas boas qualidades e quero me redimir.  A fruta é vistosa, tem um bom sabor e a árvore produz uma grande safra, se não fosse sua fácil e rápida deterioração teria um significativo valor comercial. Um dia, matutando como aproveitá-la, resolvi fazer um molho de sua polpa para uma carne assada; achei agradável aos olhos e ao paladar. Penso em preparar um strogonoff  com esse molho. Na Região Centro Oeste era desconhecidas até pouco tempo; para se ter uma ideia, em 1965, meu pai trouxe para Brasília uma muda da Paraíba para plantar na sua chácara. Esse espécime paraibano ainda existe e deu origem a mata ciliar quase pura de jamelão que ora ocorre em um trecho às margens do rio Ponte Alta, zona rural do Gama.
Em Brasília, no Plano Piloto, foram plantadas duas variedades de jamelão, uma que tem frutos mais ácidos e pé maior e a tradicional. A variedade ácida produz o ano todo. A tradicional tem duas safras, uma em agosto/setembro e outra em dezembro/janeiro. Os frutos da primeira safra são mais doce devido maior incidência de sol na região nessa época. Um bom ponto de colher jamelão no Plano Piloto é a área verde entre as SQN 216/416 e o lago Paranoá. 
Destaco que o jamelão produzido na Caatinga tem melhor sabor que o colhido aqui no Centro Oeste.  As condições climáticas da Caatinga não permite que ela se comporte como invasora. Já no litoral nordestino presenciei a invasão do jamelão com gravidade igual ou maior que no DF.



quinta-feira, 6 de agosto de 2015

ENCLAVE DE MATA ATLÂNTICA NA CAATINGA EM SANTA ROSA-PE

Uma das mais antigas lembrança minhas foi uma travessia que fiz, aos cinco anos de idade, do rio Pajeú em meados da década de 1950 entre Ingazeira e Santa Rosa, em que admirei  o grande porte das árvores da mata ciliar que ainda resistiam. Este ano percorri de carro o trajeto entre Ingazeira e Afogados da Ingazeira e avistei ao longe, se não me engano, formações florestais típicas de enclaves da Mata Atlântica. Procurei na internet e não encontrei nada sobre o assunto. Alguém pode me passar alguma informações?

AVES DA CAATINGA: TOP FIVE

 Critérios: plumagem vistosa e  canto marcante.

5º - Azulão
4º - Sabiá-laranjeira
3º - Graúna
2º - Galo-de-campina
1º - Concriz








sábado, 1 de agosto de 2015

SAPUCAIA: FRAGMENTO DO MEU LIVRO "FLORES, FRUTAS ...



Ao passar no canteiro frontal à SQN 111, avistei uma grande sapucaia sob a guarda de uma colmeia de arapuá instalada na planta. Esse fruto é bastante cobiçado e bem antes de maduro são retirados apenas para aproveitar a cumbuca. Sei que o momento é inoportuno, porém resolvi subir para colher o coco que contém castanhas macias e saborosas e apresentá-lo a Antônio e Ellen. Miguel já me disse que não vale a pena   escalar  um sapucaizeiro de brincadeira, o perigo está na sua áspera casca que corta como uma navalha e se acaso uma pessoa escorregar de barriga pelo seu fuste ou um galho grosso vai ficar com as tripas de fora. Eu considero essa árvore uma das mais bonitas plantadas no Plano Piloto-DF. Sua safra é de agosto a outubro. O fruto maduro coincide quando a árvore tem perdido todas as folhas. Em setembro, vemos as diferentes fisionomias do seu ciclo anual, uns exemplares ainda tem a folhagem antiga, outros estão desfolhados e alguns já têm flores e folhas jovens nascidas ao mesmo tempo. São bonitas flores violáceas, porém essa beleza é apagada pelo vermelho brilhoso das folhas novas e é nesse momento em que a árvore está no auge de sua extraordinária formosura. Miguel chegou com a filmadora. Mostrei a ele o plano para colher o fruto e pedi-lhe para filmar a tarefa. Subi e rapidamente e peguei o coco. Um homem encontra enorme dificuldade para conseguir colher o coco do sapucaizeiro usando somente as mãos. Sem um objeto cortante o esforço é hercúleo. (Uns dias passados um homem tentava derrubar o coco da sapucaia arremessando um porrete de madeira. Observei Miguel pegar outro porrete, imitar o homem e dizer “dessa vez você quase acertou” e deixou-o na sua tentativa. Eu disse “porra! Tu sabes que ele nunca vai derrubar. Qual é a tua”? E ele me respondeu: “quero lhe impor um trauma para que ele nunca mais use porretes para derrubar frutas e assim eliminar um concorrente mal educado; se fosse em um pé de manga ele estragaria dezenas para derrubar a fruta mirada”).  O arapuá me atacou numa proporção maior do que imaginei, e, mesmo não possuindo ferrão ela incomoda enrolando-se no cabelo e penetrando no ouvido; e para evitar isso é preciso ficar dando tapas na orelha. Acossado pelas abelhas, achei mais conveniente descer utilizando um galho como paraquedas de uma altura de onze metros. O sapucaizeiro é ideal para esse tipo de operação devido ao formato de sua copa e resistência da sua madeira, que enverga, pode até rachar, mas não se rompe.
Miguel prevendo a minha peraltice gritou à moda cigana:
– Cachorro da moléstia! Cancão de fogo! Estás com o cão nos couros?
Tive uma suave descida e lhe disse:
          – Eu gosto de me amostrar.