Na minha condição de síndico, tenho recebido informações que exprimem preocupação com o visível aumento de moradores de rua na quadra. Noticia-se que esse aumento foi determinado por expulsões de quadras vizinhas. Obviamente, esses moradores, além de causar incômodo com a sujeira deixadas por eles, também a população fica receosa com a questão da segurança física e de seus bens. No entanto, pelo o histórico da presença desses marginais na nossa quadra, não há ocorrência, ao que conheço, por iniciativa deles, de agressões pessoais e roubos.
Acompanhei um grupo que dormiu por muitos anos na marquise do bloco A da CLN 312. Tudo gente pacífica, e, ao que parece, foram retirados amigavelmente do local. E hoje, ainda vemos remanescentes desse grupo em marquises de blocos residenciais da nossa quadra.
Existe dois tipos de moradores de rua que frequentam a quadra, um grupo formado de pessoas, na sua maioria, composta de vigias/lavadores de carro e com senso de organização e asseio pessoal; sendo esses que dormem na área residencial. O outro grupo anda e dorme na área do comércio, e mostram elementos drogados e sujos; verdadeiros zumbis.
Desse segundo grupo conheço um marcante personagem há trinta anos, conhecido por Carioca. Lembro-me dele com quatro anos acompanhando a mãe e vários irmãos, olhando carros na 513 norte, onde funcionava a antiga Casas da Banha. Em pouco tempo se tornou um drogado deveras inconveniente e sujo. Entrava nos comércios esmolando ostensivamente, contrariando a clientela e os comerciantes. Devido a essa sua teimosia tomou grandes surras. A última pancadaria que levou deixo-o paralítico, andando de cadeira de rodas. Hoje cedo avistei-o na padaria Pão Dourado, dormindo nas grades de ventilação dos fornos.
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